Lovers Leap 13, 2007
47 x 47 cm
| Grey, 2009 | |
| 20 x 20 cm | |
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Resolvi escrever este post, para assinalar as 1.000 visitas.
É sem dúvida um incentivo.
É um grupo de alunos fantásticos, onde aprendemos muito. Uns com os outros. Digo-o com todo o orgulho, porque professor que não saiba aprender também não sabe ensinar.
Obrigada, e todos sem excepção são bem-vindos.
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No seguimento do uso da tesoura, manobrada através de folhas de papel, técnica usada por Matisse, em obras bidimensionais, aqui temos mais uma oportunidade de exibir outras criações artísticas.
Karen Sargsyan, artista arménio, faz esculturas figurativas com papel cortado. É difícil definir escultura nos nossos dias. Os artistas continuam a fazer objectos tridimensionais, no entanto, a gama e variedade de materiais que empregam desafiam qualquer classificação.
Karen Sargsyan, que vive em Amsterdão, originalmente trabalhava com argila, mais tarde começou a usar o papel, utilizando fitas de papel cortado, dobrado, curvado com muita sensibilidade e técnica, as camadas de papel colorido, quase sempre visto como superfície, como suporte, aqui, adquirem volume e dinâmica. As figuras são teatrais.
A escolha do material pelo artista levanta questões óbvias sobre a durabilidade de suas instalações/exposições, uma vez que o papel tende a descolorir, e até mesmo a degradar ao longo do tempo, especialmente quando expostos à luz e à humidade. Mas Sargsyan usa um papel, semelhante ao utilizado como suporte para desenho e pintura. Ele acredita que com muito cuidado, estas esculturas possam durar para sempre.
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A geometrização cubista e a valorização das cores do Fauvismo e no Expressionismo foram preparando caminho a uma das maiores revoluções da arte europeia do século XX: o Abstraccionismo, isto é, o abandono da representação de um objecto identificável.
O Abstraccionismo surgiu em 1910 e desenvolveu-se segundo duas tendências de cariz muito diferente: o Abstraccionismo sensível ou lírico e o Abstraccionismo geométrico.
Entre os pioneiros da arte abstracta estão Mondrian e Malevich;
1866-1944 — Wassily Kandinsky
1879-1953 — Francis Picabia
……..
1881-1955 — Fernand Léger
…………
1891-1976 — Max Ernst
1896-1987 — André Masson
…entre outros,
1920- (….) – Nadir Afonso.
O abstraccionismo divide-se então em duas tendências:
- Abstraccionismo lírico
- Abstraccionismo geométrico
Abstraccionismo lírico: O abstraccionismo lírico ou abstraccionismo expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma “necessidade interior”. Aparece como reacção às grandes revoluções do século, nomeadamete a I Guerra Mundial.
O jogo de formas orgânicas e as cores vibrantes eram bem patentes; mas também a linha de contorno sobressaía nesta arte nitidamente não figurativa.
Procurava uma aproximação à música, onde a expressividade dos sons se transformava em linguagem artística. É desta forma que o abstraccionismo lírico pretende igualar ou mesmo superar a música, transformando manchas de cor e linhas em ideias e simbolismos subjectivos.
Wassily Kandinsky foi o mentor deste género, utilizando cores puras em pinceladas rápidas, tensas e violentas.
Abstraccionismo geométrico: Expressa-se através de cores, linhas, formas, texturas, etc, a partir da imaginação do pintor, sem retratar nada visível ou do mundo real. As formas são obtidas mediante um sistema rigoroso – com base, por exemplo, em formas geométricas como quadrados, triângulos ou círculos – e não há a intenção de expressar algum sentimento ou idéia. Artistas como Kasimir Malevitch, os construtivistas russos (Rodchenko, Tatlin, Lissitsky) e os seguidores da escola alemã Bauhaus (os arquitetos Walter Gropius e Mies Van Der Rohe) adoptam os princípios desse abstracionismo, que mais tarde vai influenciar o concretismo.
Podemos afirmar, que o O Abstracionismo é um tipo de arte que não contém realidade e pessoas, é um tipo de arte em que o observador não consegue distinguir o que ele representa.
Quando a significação de um quadro, depende essencialmente da cor e da forma e quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstracta.
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Nadir Afonso é natural de Chaves, onde nasceu a 4 de Dezembro de 1920. Formado em arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, ingressa na École des Beaux-Artes de Paris, em 1946, onde conseguiu uma bolsa de estudo. Cinco anos mais tarde entra no atelier do conhecido arquitecto francês Le Corbusier, mas é o desejo de pintar que deixa Nadir Afonso totalmente realizado.
Entre 1952 e 1954 trabalhou lado-a-lado com Óscar Niemeyer, no Brasil, regressando a Paris, onde reforça as ligações com artistas influenciados pela arte cinética e desenvolve os estudos de pintura “Espacillimité”, a que se dedicou em exclusivo a partir de 1965, deixando para trás a arquitectura, uma vez que se considera, desde sempre, um pintor.
A pintura é, por sua vez, acompanhada pela publicação de livros, nos quais explica a essência das suas obras e exprime a incompreensão por parte dos críticos, críticos de arte que insistem em traduzir a pintura numa mera manifestação de sentimentos e não numa mensagem que emerge da exactidão das leis da matemática.
Faz questão de se apresentar como transmontano aonde quer que esteja e defende a lógica matemática como alicerce de toda a obra de Arte. Eis assim as linhas-mestras de Nadir Afonso, o pintor flaviense que se tornou numa referência no panorama artístico contemporâneo. É na tela que os seus dedos esguios se encarregam das pinceladas geométricas, traços distintivos do seu trabalho.
Hoje aos 89 anos, o artista conjuga, nos seus quadros, as leis universais da matemática para pintar a harmonia.
E tal como disse em 1958, o próprio Nadir Afonso: “(…) O homem tem necessidade de beleza.(…) A arte clarifica os espíritos e dignifica o homem. A arte humaniza. (…)“.
Primeiros trabalhos do artista- Praça dos Aliados, óleo sobre tela
Com influência surrealista- Évora
Período Egípcio – Jeu
Sintra, óleo sobre tela
Gardenias, óleo sobre tela
Au Girofle, óleo sobre tela
Cidade Imaginária, óleo sobre tela
Luanda, óleo sobre tela
Projecto do Centro de Artes Nadir Afonso a construir em Boticas, recebe prémio Internacional Arquitectura Awards 2009, cujo projecto é dos arquitectos Louise Braverman (EUA), Artur Afonso (filho do artista) e Paulo Pereira Almeida.
Fundação Nadir Afonso
De autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira, a Fundação Nadir Afonso, irá nascer na margem direita do rio Tâmega, em Chaves, terá três salas destinadas a exposições temporárias e permanentes, dando, deste modo, a possibilidade de outros artistas plásticos mostrarem os seus trabalhos. Terá ainda um auditório, um arquivo, uma biblioteca, uma cafetaria, uma loja e o atelier do pintor. A conclusão do edifício está prevista para meados de 2011.
Três obras do pintor Nadir Afonso – «Horus», de 1953, «Veneza», de 1956, e «Procissão em Veneza», de 2002 – foram reproduzidas em selos dos CTT em mais uma série dedicada a Artistas Portugueses.
Metropolitano de Lisboa – Estação dos Restauradores
Em 1998, Nadir Afonso criou seis painéis em azulejo dedicados às cidades de Madrid, Paris, Londres, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Moscovo, nos quais quis “expressar mediante representações simbólicas uma homenagem de Lisboa às demais capitais metropolitanas”.
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As pinturas murais no espaço da Cantina Escolar pretendem gerar bem estar e reforçar a imagem de um lugar.
A selecção do tema, investigação e projectos devem-se ao grupo de alunos que constituem a Turma D do 5º ano, projecto Turma Mais, nas aulas de Área de Projecto. A solução encontrada são visões de uma natureza real para os alunos, definida pelos produtos da terra, de Murça: o vinho, o azeite, passando pela romã, figo, castanha e cereja, que se organizam entre si com frases e provérbios simbolizando as suas forças e potencialidades. O clube Escola Amiga da Arte é parceiro na realização do mural.
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Matisse na sua última fase, demasiado fraco para estar de pé diante de um cavalete e incapaz de segurar um lápis ou um pincel criou os seus próprios recortes de papel, esculpindo em papel colorido, cortando formas e figuras e colocando-as de modo a formarem quadros, por vezes de grande dimensão. Estas obras dotadas de um brilho espantoso, são aquelas em que Matisse mais se aproximou da abstracção.
O rigor geométrico e o brilho cromático constituem dois grandes dons deste artista e é fácil perceber porque razão é que ele é o maior “colorista” do século XX. Matisse percebeu como os elementos funcionavam em conjunto, como as cores e as formas ganhavam vida de uma forma espantosa, quando colocadas no seu contexto.
Icarus
guache em papel recortado e colado
42 x 32 cm. 1943/44
A Tristreza do Rei
guache em papel recortado e colado
Nazional Musée d’Art Moderne
Centre Georges Pompidou, Paris
1952
Nu Azul III
guache em papel recortado e colado
Musée Henri Matisse, Nice, França
O Circo
guache em papel recortado e colado
1943/44
O Tobogã
guache em papel recortado e colado
1943
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